26 de setembro de 2013

01



O primeiro ano do primeiro filho.

A primeira gravidez, o primeiro parto.
O primeiro olhar.
Sua presença despertar um amor maior do que eu sabia ser capaz de sentir.
Ser mãe.
Seu choro, meu colo.
Seu sorriso, minha felicidade.



Feliz primeiro ano de vida meu filho. Feliz é o que quero que sejas.
Feliz é o que me fez ao nascer, ainda dentro de mim.
Te amo.





22 de julho de 2013

07 Anos de amor e fotografia


Hoje é um daqueles dias nostálgicos. Todos os anos no nosso aniversário de casamento tiramos os pertences desse dia do fundo do baú e relembramos. E como em todos os anos, nos divertimos.







São sete anos fazendo este ritual e devo dizer... álbum de casamento é bom. 

O reviver de emoções, o sorrir só de olhar aquela imagem, a história por trás, o que as fotos não mostram, as pessoas que não vemos mais,  e ainda aquelas que não veremos mais. 

Olhar pra essas imagens me faz pensar no meu casamento, nos motivos (e pessoas) que levaram esse dia a acontecer, no amor, nos 07 anos de papel assinado e na fotografia... claro que depois de reviver todas as alegrias de um dia tão importante como esse eu ia acabar pensando em como a fotografia é capaz de despertar tudo isso... de como é importante nas nossas vidas e de como preservar as imagens é preservar a história. Ainda mais depois de perder todas as fotografias do meu HD.

Fazer isso hoje teve outro sabor, outro significado. Descobrir que (ufa!) eu tenho um cd com as fotos tiradas pelo fotógrafo é maravilhoso, pena não poder dizer o mesmo das fotos tiradas com a nossa câmera. 

Mesmo assim, olhar o álbum, os cartões, o vídeo e relembrar nosso momento é sempre especial... 
e engraçado por que você acaba achando coisas assim:


(Larissa e Ralfi - amigos mais que queridos)
E quando duas pessoas se amam além da conta acaba nascendo uma terceira, que resume todo o amor, compreensão, companheirismo e carinho que jamais conseguimos expressar um para o outro com tamanha perfeição. 

Nosso amor, Dante.


 Te amo Bruno Monteiro. Quero envelhecer a seu lado.

15 de fevereiro de 2013

Desmemória

Essa semana constatei o que a algum tempo já desconfiava... perdi a memória.
Não tenho como lembrar de tudo, nem de todas as fotos que estavam no HD que foi apagado. 
Chorei, fiquei puta comigo mesma (porque eu não tinha um backup adequado), chorei mais um monte, mandei pra São Paulo numa dessas especializadas em recuperação (disposta a pagar uma pequena fortuna caso desse certo) mas não teve jeito, tudo se foi: todos os anos da minha história com o Bruno, 04 anos de trabalho fotográfico, documentos e mais um número incontável de fotos de antes de conhecer o Bruno, minha e dele, que estavam ali, esperando para serem copiadas pra ficar seguras e eu não o fiz a tempo. 

Diagnóstico: irrecuperável.

Engraçado (!) é que, em vários momentos me lembro de fotos que estavam lá... uma cena, uma luz, um olhar, um lugar... as imagens vem completas à minha mente, inclusive como, onde e porque essas imagens foram feitas.

É claro que se eu quiser simplesmente lembrar de tudo que estava lá não vou conseguir mas, quando certos gatilhos são acionados as imagens vem à mente, nítidas.

Pensando sobre como isso acontecia me deparei com a frase do fotógrafo Januário Garcia na (maravilhosa) série "Caçadores da Alma", de Silvio Tendler:

"Quando você dá o click a foto já foi feita na sua cabeça. Você já percebeu tudo, você só faz um gesto mecânico"...

Minhas fotos estão aqui, em algum lugar não físico mas, estão aqui... se é que isso serve de consolo.

3 de janeiro de 2013

Um Natal Estimulante


Acordei às 03:15h. O cheiro do café coando já dominava a casa e antes que o Dante acordasse pra mamar eu já havia tirado meu pijama e colocado outra roupa tão confortável quanto.

Depois de um bom gole no café fresquinho, uma última checada nas malas e o Dante alimentado, entramos no carro pra só sair 1.200 Km depois. Assim começou o natal de 2012.



Como esta foi a primeira viagem do Dante estávamos apreensivos, afinal, como prever o comportamento de um bebê de três meses numa viagem tão longa e cansativa? 

Resolvemos então percorrer o trajeto todo no mesmo dia, foi o melhor que fizemos.


Na balsa, atravesando o Rio Madeira.


Como já percorremos este trajeto algumas vezes, conseguimos imaginar (porque programar é muita prepotência) as paradas que faríamos e mais ou menos seguir o roteiro. 

O Dante ajudou muito se mantendo tranquilo durante todas as 16 horas em que ficou no carro naquela cadeirinha que de confortável não tem nada!


Rio Mutum-Paraná/ RO - seria este um retrato espinhoso 
do impacto das hidrelétricas?




Obviamente tivemos que parar no acostamento algumas vezes pra eu poder alimentá-lo o suficiente pra ele se acalmar e chegarmos até o ponto de parada. Isso aconteceu umas duas ou três vezes e, levando em consideração o tamanho da viagem, acho que o Dante se comportou mais do que bem!

Posto Itaporanga - entrada para Espigão D'oeste/RO
 (a primeira cidade que morei no norte do país)
Em todas as paradas procurei deixar ele se espreguiçar e massageei o corpinho cansado do meu bebê pra evitar qualquer problema de circulação. Bebi muita água (o que foi ruim em alguns momentos porque ir ao banheiro é um problema nessas viagens). No carro levamos lanches pra evitar paradas fora do horário, as malas, travesseiros, presentes e ainda a banheira pra eu poder dar os banhos que ele está acostumado mesmo na estrada porque, criança precisa de rotina e o Dante, virginiano, mais ainda. O carrinho ficou em casa. Em seu lugar levamos uma cadeirinha de balanço muito fácil de desmontar e ótima pra tirar aquele cochilo.


Apesar de levar a banheira usamos um balde
do restaurante que já veio com a água quente.
Pra tudo se tem um jeito!

Embora o caos tenha chegado a se instalar dentro do carro com todas as coisas mais as fraldas sujas de leite por causa do refluxo, consegui não enlouquecer e chegamos em Vilhena cansados, muito cansados, mas inteiros e sãos.

A maior preocupação então era que o Dante não quisesse dormir já que passou praticamente o dia inteiro dormindo mas acho que o cansaço (e o berço lindo que a família deixou arrumadinho pra ele) foi maior e ele dormiu a noite toda, me permitindo uma noite de sono profundo e reparador.

Nos dias seguintes pudemos passear pela chácara, aproveitar a família e mostrar a ele um monte de coisas novas!



A família reunida
Conhecer tias e tios, primos, padrinho


A casa do Dante na Floresta Encantada

Os preparativos pro natal enquanto quase todos dormiam
A música da vovó
Pingo, o cachorro que pensa que é gato
Chico, o ganso que pensa que é cachorro
Tio e primos que vieram conhecer o mais novo membro da família




Meu Primeiro Natal!!
E o Dante ainda acordou com o cantar dos galos e pode ouvir a revoada dos papagaios:


video


Pelo que li, três meses é a idade ideal pra apresentar coisas novas ao bebê: sons, texturas, imagens; porque sua percepção está aguçada e a memória funcionando perfeitamente. 

Acho que nos saímos bem!
(e ainda encaramos a volta...)